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domingo, 7 de março de 2010

DORIVAL 'A familia traz sustentação'

Entrevista exclusiva LANCENET: Por Klaus Richmond, Marcelo Hazan e Pedro Antunes

"O vendedor de sonhos" foi o último livro na cabeceira de Dorival Júnior. Um título pra lá de sugestivo com a carreira do técnico, e, principalmente, em seu começo arrasador pelo Santos. São dez vitórias seguidas, entre Paulistão e Copa do Brasil.
Porque o clube da Baixada Santista precisava mesmo sonhar mais alto. No fim de 2009, após uma medíocre campanha no Brasileirão, terminando na 12ª posição, tudo mudou: presidente, técnico e jogadores.
E ele quer realizar o sonho da torcida santista de encontrar o caminho das conquistas. Para isso, conta com a volta de Robinho, que, ele garante nesta entrevista exclusiva ao LANCENET! ser um problema e também uma solução.

PEDRO ANTUNES - Você considera que o Santos é a equipe que está jogando o futebol mais bonito no Brasil neste início de temporada?

DORIVAL - Não é que eu considere, mas muitas pessoas têm feito comentários a respeito e é natural que estejamos vendo também que o Santos tem jogado um futebol dinâmico. Acredito que o time jogue um futebol considerável, plasticamente falando. O que me deixa satisfeito é ver que, mesmo trocando as peças, o comportamento em campo se mantém.

KLAUS RICHMOND - Logo no começo do seu trabalho no Vasco alguns valores foram divulgados (salário de R$ 280 mil e bônus de R$ 1,2 milhão em caso de volta à Série A). Quanto isso atrapalhou? Foi determinante para sua não renovação?

DJ - Não atrapalhou porque eu tinha o respeito e a consideração de todas as pessoas lá dentro. É lógico que foi desagradável. Mas, em nenhum momento que eu estive no clube, a torcida vascaína criou qualquer animosidade contra mim.

MARCELO HAZAN - Você falava que Robinho precisava de um tempo para se recuperar totalmente. Já há um prazo para isso?

DJ - Não tem um tempo fixo. Cada jogador tem uma condição própria. Se eu falar que em 15 dias o jogador já estará condicionado, é mentira. É relativo e pode fugir do prazo.

PA - Mesmo assim, Robinho tem jogado constantemente. Por conta do investimento, há uma pressão por sua escalação? Na estreia, por exemplo, o Santos fechou um patrocínio apenas para aquele jogo.

DJ - De maneira alguma. E a diretoria do clube me deixou muito tranquilo. Se eu sentisse que Robinho não estaria preparado adequadamente, ele não jogaria. Se me perguntar: “Robinho pode jogar por 90 minutos?”. Sim, em determinados momentos. Mas ele não está pronto para jogar em sequência.

PA - O que aconteceu com Neymar para melhorar tanto neste ano com relação ao ano passado?

DJ - É só o momento. No ano passado, ele teve bom início, mas teve uma oscilação. Vejo isso como algo natural e pode acontecer de novo, cair de rendimento e ser retirado da equipe titular, mas torço pelo contrário.

MH - Foi por causa dessas oscilações que você colocou o Santos atrás dos outros três grandes?

DJ - Não só pelos garotos. A minha maior preocupação era no encaixe da equipe. Esperava que só ocorresse agora, no meio do campeonato. Isso, felizmente, surpreendeu-me.

KR - Em 2007, pelo Cruzeiro, você classificou a equipe para a Libertadores, a sua primeira, mas não continuou. Por quê?

LNET! - O Cruzeiro estava com pouco dinheiro. Zezé e Alvimar Perrella disseram que, nos 13 anos em que estavam lá, aquele era o pior momento. Foi uma equipe que vinha de baixa, que havia sofrido uma goleada por 5 a 0 na decisão do Campeonato Mineiro (para o rival Atlético-MG). Abrimos o campeonato lançando Ramires. De repente, houve um acerto, um encaixe com jogadores que entraram depois. A diretoria achou por bem não renovar.

KR - E como é a sua relação com os irmãos Perrella? Ficou alguma sequela pela forma como você saiu do clube depois do bom trabalho?

DJ - Eles foram muito leais. E sabem o quanto foi importante o trabalho que fizemos, depois de falar que brigaríamos contra o rebaixamento.

MH - E fora de campo, como é a sua relação familiar? Nas folgas, longe do futebol?
PA - Isso quando não tem algum jornalista ligando para você...

DJ - Muito bem lembrado (risos)... Mas olha, pelo contrário, quero ver muito futebol. Vejo Série A, B, C ou D. Gosto de assistir, não consigo me prender a jogo ruim, fico 15 minutos e largo. Gosto de ver revelações, até porque vivo disso, de montagens de equipes. Mas o distanciamento com a família existe, não posso esconder. As crianças crescem e só podemos acompanhar dentro do possível. Sempre tento me fazer presente. A vida de um treinador é muito solitária.

KR - Para formar grandes equipes é necessária uma boa relação entre técnico e empresário? Precisa ter campo nesse meio?

DJ - O empresário precisa saber o que é melhor para seu atleta. Tem que haver um equilíbrio pois o futebol está nas mãos deles. Eles levam o bônus de tudo isso, enquanto o ônus fica para o clube. Isso não é uma crítica, é uma constatação. Tenho grandes amigos empresários que não colocaram e nem vão colocar ninguém no Santos.

KR - Carlos Leite no Vasco, no ano passado, teve uma presença muito ativa. Como é a relação com ele?

DJ - Falaram que era meu empresário, o que é uma grande mentira. Eu o conheci como parte da diretoria do Vasco. Ele foi até Curitiba (PR) e me fez uma pergunta: “Você tem interesse em treinar o Vasco?”, respondi que teria, na Série A ou B. Leite se tornou um grande amigo, mas nunca meu empresário.

PA - O Santos já estava jogando bem antes do Robinho. Como é lidar com um atleta que chega com esse status de titular?

DJ - Não é fácil porque temos que analisar o momento e a situação da equipe. É um complicador, mas ao mesmo tempo todo nos ajuda. Que treinador não quer ter no seu elenco um ou mais Robinhos? É um fato que você tem que conviver e ter sensibilidade para, acima de tudo, não perder o principal: a confiança do seu grupo. As suas atitudes têm que ser corretas. Robinho é um nome importante, mas terá que se manter em alto nível, brigando por sua condição assim como outro qualquer. Todos têm que saber que são iguais. Acho que todos temos a ganhar com a convivência com ele.

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