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sexta-feira, 7 de maio de 2010

PAULO SCHIFF: "Carta aberta para Cosme Rímoli e José Paulo da Glória"

Paulo Schiff

Carta para Cosme Rímoli e José Paulo da Glória

Na quarta-feira da semana passada o Santos perdeu do Atlético Mineiro por 3 a 2 no Mineirão. A televisão mostrou que Diego Tardelli estava impedido no segundo gol. Mostrou também outro erro grave do juiz e dos auxiliares. Quando o jogo estava um a zero para o Galo, Robinho recebe um lançamento na marca de pênalti totalmente livre de marcação e em condições muito favoráveis para empatar. O lance é invalidado por impedimento. O erro é grosseiro; 2,5 metros.

Você viu algum comentário dizendo que o Santos tinha sido "roubado"?

Eu também não. E também não acho que tenha sido. Foram dois erros graves de arbitragem que influíram diretamente no resultado e ambos em prejuízo do Peixe. Acontece. Juízes e auxiliares erram. Jogadores, treinadores e jornalistas, também. Naquela partida, o Atlético jogou melhor que o Santos na maior parte do tempo e mereceu o resultado.

No domingo, o Santos perdeu para o Santo André por 3 a 2 e conquistou o título de campeão paulista pela 18ª vez. O Peixe teve três jogadores expulsos e o Santo André, um. Houve um erro de arbitragem grave que beneficiou o Santos: um impedimento inexistente que invalidou um gol do Santo André. Erro de 1,20 metro.

Qual não foi minha surpresa, na segunda-feira, quando ouvi no programa Na Geral, na Rádio Bandeirantes, o apresentador / comentarista José Paulo da Glória, corintiano, dizer que o campeonato tinha sido "roubado" e que o Santo André era o campeão moral.

Um ouvinte lembrou a ele que houve erros de arbitragem também em prejuízo do Santos. Entre eles um pênalti em Arouca (os comentaristas de TV concordam com o ouvinte) e um lance em que Paulo Henrique Ganso recebe uma falta por trás na saída para um contra-ataque e o jogador do Santo André não recebe um cartão que poderia resultar em expulsão. José Paulo menosprezou e ironizou a observação do ouvinte. Disse que ele tinha visto "outro jogo". Eu vi o mesmo jogo do ouvinte. Mesmo porque essa falta no Ganso, um trança-pé por trás na lateral esquerda do Santos no começo do segundo tempo, foi bem na frente do lugar onde eu estava no Pacaembu.

Surpresa maior ainda tive ao atender a um pedido do meu filho Guilherme, 17, que ficou super-triste com o texto, e ler um artigo do jornalista Cosme Rímoli:

Santos, o time mais talentoso (e o mais prepotente) do Brasil.

Nele o jornalista desenvolve uma estranhésima tese de que o Santos virou o fio e de que o time que resgatou o futebol-arte se transformou no time mais prepotente, criticado e chato do país.

Os argumentos são frágeis e inconsistentes, como algumas frases de adversários derrotados ou de ex-jogadores.

O atacante Nunes, do Santo André, por exemplo, critica o comportamento dos Meninos da Vila em campo:

"Eles se acham. Muito mais do que são".

Cabe perguntar ao Nunes que comportamento que ele acha bacana em campo. O do companheiro dele que deu um pisão claramente intencional no tornozelo do Neymar logo no começo do primeiro jogo da decisão sem levar cartão? Ou o do zagueiro Toninho, também do time dele, que acertou um bico na canela do Neymar dentro da área naquele jogo (pênalti claro não assinalado e exaustivamente repetido nas emissoras de TV). Pois esse Toninho, mesmo sabendo que tinha cometido o pênalti, teve um chilique em campo porque o juiz não mostrou cartão amarelo para Neymar por aquela queda que ele sabia que não tinha sido simulada. Merecia o Prêmio de Cinismo e Cara-de-Pau na festa dos Piores do Paulistão. É esse o comportamento que o Nunes recomenda? Talvez caiba perguntar também ao ata cante do Santo André, para elucidar a origem do ressentimento dele, se ele tem na carreira algum gol que se aproxime em beleza daquele que o Neymar marcou no próprio Santo André na fase de pontos corridos do Campeonato Paulista.

Cosme Rímoli diz também que Neymar comemora alguns gols dizendo "Eu sou foda. Eu sou foda". Só que se o colunista observar bem, em qualquer jogo de futebol amador entre adolescentes, muitos deles comemoram gols, muito antes do Neymar, exatamente assim. É crime?

Quanto às brincadeiras, a condenação no artigo fica até patética. Que mal há em cantar junto com a torcida numa festa de título (ou em qualquer outro lugar) "Vanderlei pode esperar. A tua hora vai chegar?". Toda torcida faz brincadeiras desse tipo. Que mal há na frase "cozinhar o Galo" do presidente do Santos, Luís Álvaro? Eliminar a possibilidade dessas brincadeiras equivale a descolorir o futebol.

O que precisa ser combatido, Rímoli, é a prática de alguns treinadores que, mancomunados com cartolas, superfaturam salários de jogadores para ficar com uma gorda fatia deles. Ou de diretores que colocam os ingressos na mão dos cambistas numa sociedade com eles em que só o clube, que mica com o que sobrou na mão, tem risco de prejuízo. Ou de cartolas que deixam cair no colo de empresários cúmplices, por falta de renovação de contrato, os direitos federativos de atletas que ganharam mercado internacional usando o clube deles como vitrine. A violência das torcidas. Essas sim são práticas que precisam ser combatidas.

No caso de autores de críticas como as de Cosme Rímoli, o Ministério da Saúde adverte que mau-humor excessivo e caretice demais fazem mal para a saúde.

No caso de comentários como os de José Paulo da Glória, o Ministério das Comunicações deveria advertir que olhar os erros de arbitragem que favorecem um clube de futebol (o Santos) com telescópio e os erros que prejudicam com um tapa-olho de pirata, duplo e negro, faz mal para a credibilidade.

Em tempo, uma lição de jornalismo isento para os dois tipos de críticos. No capa do Caderno de Esportes da Folha de São Paulo, na segunda-feira, a conquista do Santos foi definida assim:

HOMENS DA VILA
Meninos superam prova de fogo, compensam erros de veteranos e trocam arte por raça para vencer 18º Paulista para o Santos.

Paulo Schiff é jornalista e diretor de Comunicação do Santos Futebol Clube.

prschiff@uol.com.br

2 comentários:

  1. Sérgio Tomasoni7 de maio de 2010 10:10

    Penso q a melhor forma de combater essa gentalha toda travestida de jornalista é não dar qualquer audiência ao veículo de comunicação ao qual estão empregados. Desde q me conheço por gente o SANTOS sempre foi e parece sempre será motivo de inveja a estes canalhas. Caro JONAS GREB, esperamos seu retorno à mídia para defender nosso PEIXE como vc sempre fez no programa santossempresantos. Abs.

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  2. Araújo da Silva17 de maio de 2010 16:42

    Sr. Jonas, como o trio de lata costumeiramente joga um futebol ridículo, a inveja desce com a saliva desta gente, quando vê o futebol praticado por este meninos. Isto é normal, pois deve ser duro quando olham o futebol praticado pelo seus clubes. E tem gente que ainda comenta, estes garotos não jogam nada, são pipoqueiros,este time não tem experiência.
    A inveja mata, e esta gente não vê a hora deste time se desfazer.Pensamemto de pessoas fracas e incompetentes!

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